Seja bem-vindo!

J' ai un corps, je suis un esprit.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Em duas palavras: Chihiro Iwasaki









Queria ser

Queria ser eu dona de um sorriso
A causa de uma morte
Uma dor, um suicídio


Queria ser eu dona de uma flor 
um momento
uma parte e um esquecimento


Queria ser eu dona de uma palavra
de uma força 
de uma faca, de uma falha


Queria ser eu dona de um destino
investida de armadura
ou enterrada em um vestido


Queria ser eu dona de uma vontade
que me fizesse parar
que me fizesse voltar


Queria ser eu dona de tudo
tudo o que preciso
de tudo o que há no meu mundo


Queria ser eu uma dona
dona de algo
dona de um dono


Queria ser eu dona 
de um sonho que não dói
de uma alegria que não cessa. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Teus olhos espelhos do meu futuro castanho.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Mais-Que-Perfeito

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Jards Macalé
Ah, quem me dera
Ir-me contigo agora
A um horizonte firme, comum
Embora amar-te
Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que nem presumes
Ah, quem me dera ver-te
Sempre a meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais cuidado
Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te
Ah, quem me dera ter-te
Morar-te até morrer-te

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Foquinhas sempre estão focadas!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Seus sonhos tão distantes do agora
Sua rua sempre vazia
Sua memória pouco seletiva
Sua procura, sua agonia.

Sua tristeza latente
Suas lágrimas no meu rosto
Tão perto, tão em mim
Seu suor inunda meu corpo.

Sua amiga corajosa
Suas esperas noturnas
Seus passos rápidos
Sua demonstração de bravura.

Sua mãe, sua fala
Sua face e aquela palavra
O último dos meus motivos
Toda raiva que foi sufocada.

Para aquele que um dia amou
A esperança dos dias vindouros
Quando haverá luz
Quando haverá alegria de novo.



Perto

Perto daquela mulher
Meu coração escurece.

Perto daquele homem
Os meus lábios se abrem.

Perto do cume
As nuvens são todas cor de rosa.

Perto do fim
A água vira fogo em mim

Perto de você
Qualquer outro é muito.

Perto do meu corpo
A sua alma se evade.

Perto da minha casa
Dentro do meu mundo.

Perto daquela criança
Fonte de toda vida.

Perto do mar
Longe do mal.

Perto do meu presente
Penso no futuro.




Perto dessa sombra
O lugar onde descanso meus olhos.

Perto da mesma flor
Todo dia, toda vez igual.

Perto da morte espero
Pela vida que sinto e quero.


Novo

A felicidade como uma estrada
A luz do sorriso velho
A lembrança da sua estada
Sonhar em voltar para casa.

Na escuridão
Na cama, no chão
As lágrimas tão honestas
E um pedido de perdão.

A entrega tão rápida
Palavras falhadas
Tendência incendiária
Confissões sussurradas.

Conhecimento de outra vida
Lembranças suprimidas
Lábios vermelhos, olhos abertos
Tanta alegria prescrita.

O encontrar único das línguas
O envolver macio dos braços
O trancar insólito das pernas
O recordar arrepiante dos fatos.



O passado

Os muros monocromáticos
As portas abertas do medo
Um caminho por atalho
Uma vontade de sair cedo.

Uma careta de criança
Um hábito repugnante
Uma escala de cores insignificantes
Sua pele viciante.

O tédio da normalidade
A loucura da proximidade
Um pouco da sua leviandade
O  fim da eternidade.

Uma estranha entrega
Uma inesperada descoberta
A vitória esquecida
Uma derrota certa.
Beijo pouco, falo menos ainda. 
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
e mais quotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo.
Teadoro, Teodora.
.

.
.
Manuel Bandeira





terça-feira, 14 de setembro de 2010


Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luis de Camões


segunda-feira, 13 de setembro de 2010



Não durma demais!!!
Muito antes de te conhecer você já era parte de mim:




http://www.youtube.com/watch?v=z_nImUzRv0w&ob=av2n
Motivos para continuar a luta eterna por poder amar
tenho alguns, outros invento.
Mas amar você é simples e fácil,
Ter você é um sonho louco e bom
Não poder ser o que se quer ser
é triste e irreal, no mundo que criei para nós dois...



"Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas..."




























Um dos meus quadros preferidos... 
diz muito sobre o que me consome
 constantemente: a saudade!
Inveja

Das luzes que te iluminam
Das sombras que te seguem
Dos lençóis sob teu corpo
Dos pesadelos que te perseguem

Das dores que te habitam
Dos medos que se sucedem
Dos odores que te penetram
Dos vícios que te destroem

Dos lugares que conheces e não visitas
Das obrigações que te condenam
Das pessoas que tocas, mesmo odiando
Dos medos que te assombram

Dos teus sons que eu não ouço
Dos teus sonhos que em que não estou
Dos pensamentos que te confundem
Dos gritos que te perturbam
Das fomes que te doem





































Para quem pintou na solidão,
A promessa de não mais a sentir,
Se eu posso fazer algo... é isso o que faço por você.
Entendeu???

Não seja homem, seja honesto

Eu não adivinho nada
Eu não leio pensamento
Eu não antecipo intenções
Eu não prevejo ações

O que você deseja, demande
O que você precisa especifique
O que você não topa, liste
Se se arrependeu me avise

O que você quer saber inquira
O que você não tolera indique
O tem para fazer, faça
Se quer ir embora, se retire

Não tenho bola de cristal
E os búzios estão confusos
Velhas cartas amassadas do tarot,
Não alcançam seus pensamentos difusos

Se quer solidão, me aponta
Cansou-se, não esconda
Se tem dúvidas me conta
Se ama outra, não tenha medo, se exponha



"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

Não é

Sofrer por não ser ouvido
Não é exclusividade do surdo
Não é a prerrogativa do padre
Não é o desejo do menino sujo

Engolir o que eles descartam
Não é culpa de um só homem
Não é vantagem pra puta
Não é solução pra nossa fome

Saber o nome
Não ajuda a entender
Não é privilégio do pai
Não é suficiente para conhecer

Estar aqui tão perto
Não significa proximidade
Não demonstra simpatia
Não demanda uma grande vontade

Querer não é suficiente para ganhar
Implorar não é garantia de ter
Se apegar não é valorizar
Possuir não é real,  é só a possibilidade de perder
Choro porque...

Chorar é uma segunda língua
É um tipo de fala
É uma alternativa de voz
Para uma garganta amarrada.

Choro pedindo colo
Porque no choro eu me revolto
Choro porque não bato portas
Choro porque não quebro copos.

Choro é um sentimento repartido
Dou lágrimas
Porque não consigo dar um grito
Dê-me um lenço, um abraço, um abrigo.

Choro porque a solidão queima
Porque a saudade dói
Porque a verdade é irrelevante
Porque a indiferença me corrói.

Choro porque o meu coração está partido
Está calado e meio vazio
Choro porque meu desejo é reprimido
E os meus sonhos foram interrompidos.

Chorar é regar as bochechas
Para ver nascer flor
Chorar é quebrar corrente
É afrouxar a dor...
Pra mim mesma

Você tem andado assim tão distraída,
Não bebe, não come, nem fala da vida.

Você tem andado assim tão distante,
Com a cabeça na lua, e o coração na estante.

Você tem andado assim meio calada
Cheia de sorrisos, e trocando palavras

Você tem andado assim desconsertada,
Caindo no chão, repetindo piada.

Você tem andado assim destemida e forte,
Corajosa,   valente e desafiando a sorte.

Você tem andado assim sozinha,
Me  liga, me chama que eu sou ótima companhia.

Você tem andado assim me amando,
 conhecendo meus segredos, sabendo o que estou procurando. 

Você tem andado assim diferente,
Feia pro mundo, linda pra sua amante.

Você tem andado assim cercada de estrelas,
Cercada por virgens e assustando os caretas.
                    

sábado, 14 de agosto de 2010

"Tu foste saindo de dentro de mim

Como uma duna de pó de giz
Te amo ainda às vezes um pouco
Te odeio ainda às vezes um pouco
Mais te esqueço agora do que me lembro
Te vejo nos sonhos, em becos sem saída
Muito diferente do passado
Em que até a água que eu bebia
Tinha o gosto da tua saliva"
12/08/2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

À sombra dos teus olhos
À luz do teu existir
A vontade de te possuir
O medo de te ter
Pelo pavor de te perder
A fome da tua carne
A sede do teu sangue
Adormecem e despertam à espera
De um acordar
Das tuas mãos e do teu olhar
Do teu coração, do teu amar
Enquanto espera o teu amor
Meu corpo encontra vaga
Na aspereza de outros toques
Na indiferença de outros seres
Na embriaguez da sorte
Na solidão da distância
No desejo da morte.