Partiu sem deixar qualquer palavra
de afeto, de gratidao,
de desculpa, de explicacao.
Partiu sem deixar palavra falada
sem deixar palavra escrita
nem impressa, nem digitada
Partiu sem deixar palavra gritada
nenhuma palavra cuspida
nenhuma para ser jogada na cara
Partiu levando todas, e mesmo assim elas ainda sao ouvidas
Arrancadas de dentro de si, invadindo e destruindo
Ainda bem que levou palavras
porque levou-nos o que nao nos faz falta.
Seja bem-vindo!
J' ai un corps, je suis un esprit.
terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Eu vi num sonho, acordada
Marcelli eu vi a gente muito velhinha... Sentadas na minha casa conversando e rindo alto. A gente lembrava do hoje, da UERJ, dos amigos, dos namorados imaginários, de seus apelidos. Lembrávamos dos professores e dos alunos, dos idiotas e até dos interessantes. Nós lembrávamos do que fomos um dia: fortes, independentes, sábias. Fomos forjadas nas lágrimas, e todo o abandono nos transformou em mulheres incríveis.
No meu sonho, nós falávamos da amiga perdida, do prof° Succo, e você me corrigia... _O nome dele é Suppo... e eu respondia: _Mas assim é mais engraçado... ríamos. Mas havia ainda outros professores: Thompson, Jaime, Edgard... E para esquecer: OM, Futuro e Fernando (srsrs) Eu repetia a clássica frase: _Quem consegue dar para esses caras...
No meu sonho nós falávamos de mulheres em nos espelhávamos, nossas mães, nossas tias e avós. Na Maria Regina, na Beatriz Vieira, lamentávamos por ela nunca ter entrado nas redes sociais, falávamos da Rebeca (ela era tão nova). Entre outras que ainda nem conhecemos...
No meu sonho nós lembrávamos só de sermos felizes!
No meu sonho, nós falávamos da amiga perdida, do prof° Succo, e você me corrigia... _O nome dele é Suppo... e eu respondia: _Mas assim é mais engraçado... ríamos. Mas havia ainda outros professores: Thompson, Jaime, Edgard... E para esquecer: OM, Futuro e Fernando (srsrs) Eu repetia a clássica frase: _Quem consegue dar para esses caras...
No meu sonho nós falávamos de mulheres em nos espelhávamos, nossas mães, nossas tias e avós. Na Maria Regina, na Beatriz Vieira, lamentávamos por ela nunca ter entrado nas redes sociais, falávamos da Rebeca (ela era tão nova). Entre outras que ainda nem conhecemos...
No meu sonho nós lembrávamos só de sermos felizes!
Não mãe...
Ontem na UERJ eu aprendi que, segundo o professor Renato, as melhores mães são as relaxadas. Porque as super-protetoras não preparam os filhos para a vida em sociedade, simplesmente porque não dizem a palavra mágica de três letras que toda criança precisa (mais do que pai e mãe): Não!
terça-feira, 20 de março de 2012
Sem vergonha
Da festa de aniversário eu trouxe apenas boas lembranças na memória e docinhos na bolsa! Não tenho vergonha disso,
eu não bebi nem fumei enquanto estava grávida... então só vou sentir vergonha quando realmente magoar alguém. Delícia!
foto: eu
sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Risco
Risco
de Oswald de Andrade
Um poema livre
da gramática, do som
das palavras
livre
de traços
Um poema irmão
de outros poemas
que bebem a correnteza
e brilham
pedras ao sol
Um poema
sem o gosto
de minha boca
livre da marca
de dentes em seu dorso
Um poema nascido
nas esquinas nos muros
com palavras pobres
com palavras podres
e
que de tão livre
traga em si a decisão
de ser escrito ou não
quarta-feira, 7 de março de 2012
Coça
Diante do imenso sucesso que a coluna "Diálogos reais" fez entre os meus leitores (meu marido e eu). Vou iniciar uma coluna sobre momentos na vida em que eu, sedendo às pressões mundanas, mereceria uma surra, ou uma coça. Não se engane coça não violência infundada, é violência fundada. E não me julgue, todos pelo menos uma vez na vida, já sentiram vontade de dar uma coça.
Se você já sentiu vontade de levar uma coça, também não deve se sentir mal!
Se você já sentiu vontade de levar uma coça, também não deve se sentir mal!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Bem no fundo
Paulo Leminski
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela -- silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
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