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J' ai un corps, je suis un esprit.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

25 de agosto

25 de agosto é o nome de uma rua em Caxias, é o dia do aniversário da Tamires, é dia do soldado. 
Mas foi o dia em que o Pedro nasceu, e tudo virou resto, tudo ficou em segundo plano.
Desde aquele dia eu sou um bicho.
Sou fêmea, dessas que lambe a cria e come a própria placenta.
Nunca vai existir outra prioridade, nunca vai existir um amor maior. 
Eu vou ensiná-lo o pouco que eu sei.
Que a vida é muito rara e importante.
Que a felicidade é um estado permanente no ser, independente das tristezas.
Que ninguém entende o que é Deus, e que ninguém pode falar por ele.
Vou ensiná-lo a cozinhar. 
Vou ensiná-lo que qualquer episódio do Chaves é melhor que qualquer novela ou telejornal.
Vou ensiná-lo a pensar antes de falar, porque as palavras ditas nunca podem ser retiradas.
Vou ensiná-lo a desconfiar de estranhos, e de seguir aquela primeira impressão que surge quando a gente conhece alguém pela primeira vez.
A respeitar os que o respeitam.
A não comentar nada, se não tiver nada de bom para falar sobre alguém.
Vou ensiná-lo a não julgar ninguém, porque eu sei que ele vai descobrir o quanto somos fracos.
Vou ensiná-lo que a mentira pode destruir uma relação, que a confiança nunca mais pode ser totalmente recuperada.
Vou ensiná-lo o que eu sei sobre o amor.
Mas eu também vou aprender com ele, tudo o que eu não sei e que ninguém mais seria capaz de me ensinar.


Nós três.

Um comentário:

  1. Que coisas lindas você escreve amiga. Que bom que a maternidade está te fazendo tão feliz. Desejo tudo de bom pra vc e pra sua linda família.

    Bjos, Joice.

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