Gosto muito do Eça de Queiroz, muitos
estrangeiros. De brasileiros, gosto muito de Graciliano Ramos... Acho que já li
“São Bernardo” umas 20 vezes, com mentira e tudo. Leio o Graciliano muito,
sempre. Mas Machado de Assis é um autor extraordinário. Comecei a ler com 9
anos livros de adulto. E ninguém sabia quem era Machado de Assis, só o Brasil
e, mesmo assim, nem todo mundo. Mas hoje ele está ficando um autor universal.
Ele tinha a prova do grande escritor. Quando se escreve um livro, ele é
traduzido, e uma crítica fala que a tradução estragou a obra, é porque não era
uma grande obra. Machado de Assis, mesmo mal traduzido, continua grande. A
prova de um bom escritor é que mesmo mal traduzido ele é grande. Se dizem: “a
tradução matou a obra”, então a obra era boa, mas não era grande.
Antônio Cândido
Antônio Cândido
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